ENGOLE OU COSPE


capaec

MASTURBAÇÕES POÉTICAS

E


REFLEXÕES GOZADAS


Indivíduos I

… E ela engoliu todo aquele líquido

protéico com ácido cítrico

munido de magnésio e cálcio

Prazerosamente lambeu os lábios umidecendo-os

com α-amilase salivar .

Após o gozo , a termo-resfriação , glândulas sudoríparas

Trabalhando como nunca

Água e sal escorria pelos poros .

Queimamos todo o ATP possível

Exaustos em estado de gliconeogênese

Caímos no sono .


Indivíduos II


Ei senhor fodão

Como vai brincar agora com sua bonequinha ?

Ela morreu

Ei senhor fodão ela está apodrecida, necrosada

Os vermes a devoram

Bactérias a deliciam

Ei senhor fodão que fará agora ?

Necrofagia , é demência ?

Ei fodão

Era somente mais uma

Que engolia-te

Que vulviava-te

Lembra-te?

Agora este cadáver azulado e gélido

Não goza mais

Será seu poço de gozo

Nada mais

Ei senhor fodão


Indivíduos III


Deixe-me tocá-la

Sim

Nas suas partes reprodutivas

Deixe sua intimidade ser minha

Sou um tigre

Em busca de sua presa

Vou abatê-la

Vou bater

Com força

E você coelhinha

Vai gostar

Quando eu gozar

Vai se deliciar

No doce mel

Do meu pau


Indivíduos IV


Estamos quase no limite

E você não se contenta , quer mais

E mais

Com o pau na boca você é incansável

Fome ardente

No por do Sol de Outono Verão Primavera e Inverno

Não importa a estação ou situação

Ou a posição

Carnívora cheia de tesão


Indivíduos V


Chupar-te agora

Como é bom

Chupar-te numa incansável trajetória

Minha língua rompendo a fenda rósea

Úmida

Chupei-te até você falecer

Chupei, lambi, esfreguei

Deslumbrante gozada na minha cara

E sobre tudo deixei de ser tão triste

Decidi gozar

Na cara da vida

Engraçada ela

Sobre tudo gozada

Não me interessa se esta menstruada

Eu gosto é de ver-te sangrar

Todo este fluído corpóreo

Dá-me tesão

Flua em mim

Espalhe todo este pigmento rubro

Sobre meu corpo

Nem sempre sangramos para a dor

Você poderá sangrar e sentir prazer

Venha que eu te mostrarei


VI


Jogue para longe este rosário

Doce Rosária

Venha que eu te ensinarei

uma nova prece

venha que irás orar para minha

oras e bolas e falo

falo o quanto te quero

Rosária

Ajoelhas-te diante do seu Deus do prazer

Aquele que tens o que desejas

Vamos ajoelhasse

Vai orar uma nova prece

Quando arriar o fechecler

Voraz Rosária com o rosário e

Vergalhão

Envergalhava na cavidade bucal

Da ingênua

Succionava como ninguém antes

Habilidade nata

Oh ! ingênua Rosária com seu nobre

Rosário

Que me acertava nas coxas

E no gozo

E ela meio que sem saber

Encheu a boca de porra:

_ Engole ou cospe ?


VII


Vulgar

Vagina

Vejo

Você

Vulgarmente

Vulviando

Meu Falo


Publicado em:  on Novembro 7, 2008 at 4:41 pm Deixe um Comentário

Bacilos urbanos

Roem as unhas

Param no trânsito

Cospem nas calçadas

E aquela pomba sem uma das asas ?

Andam ofegantes

Sexo sexo sexo

Libido amor tristeza

Seres sem clareza

Vermelha ideologia bonita

Sons dissonantes rosnam

Não são animais …

Chek chek chek

As próprias roupas se comem

Deixe-me saboreá-las

Ó carne flambada no Sol

Mais um jogador que não joga

Vamos jogue-se daí , a vida

Não vale a pena , vale ?

Anormais imperfeitos

Deus deve ser feio

O homem criou a máquina

A máquina quer dominar o homem

E Deus ?

Ah ! este você compra em qualquer esquina .

Publicado em:  on Outubro 5, 2008 at 4:31 am Deixe um Comentário

METRÓPOLE

Relva rasteira

Funcho frio

Neblina espessa

Esqueça

Tudo que eu quero

Espero no asfalto

Preto pardo

Podre

Anúncios outdoors

Pessoas passando

Fumaça fuligem

Vertigem

Lágrimas doloridas

Mendigos imundos

Parados perdidos

Neste mundo

Ruídos de ratos

Roem esgotos

Gozam gosto de

Escarro

Luzes lúcidas

São tantas

Festejam brandas

No escuro

Correm carros

Carentes de amor

Rompem o asfalto

Com fervor

Cinza branco

Não mais azul

É claro mas não

Raro

Aglomerado de casas

Construções desajeitadas

Ninhos perdidos no

Concreto

Vozes gritos

Grunhidos roncos

Latidos zunidos

Vozes

Quebra

Ri

Pára

Cai

Chora

Corre …

Metrópole .


Publicado em:  on at 3:05 am Deixe um Comentário